quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Encontrado em pedaços de papel no chão de um quarto de hotel em Paris:

"Tocar-te.
A cada dedo, ter um pouco mais de ti.
Teus ombros já tecidos sob os meus cotovelos, desvendam o sonho:
Podia fazer-te inteiro, podia fazê-lo inteiro.
E nesta vontade de amanhã não te amar
Despejo-me de tonturas.
És tu, só tu, quem eu invento
A cada toque.
Ficas no meu peito, de costas,
Voltas as costas à manhã,
E a noite que não chega tem as estrelas
A tocar-te
O pensamento.
Onde não chego.

Atenciosamente"


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