Encontrado em pedaços de papel no chão de um quarto de hotel em Paris:
"Tocar-te.
A cada dedo, ter um pouco mais de ti.
Teus ombros já tecidos sob os meus cotovelos, desvendam o sonho:
Podia fazer-te inteiro, podia fazê-lo inteiro.
E nesta vontade de amanhã não te amar
Despejo-me de tonturas.
És tu, só tu, quem eu invento
A cada toque.
Ficas no meu peito, de costas,
Voltas as costas à manhã,
E a noite que não chega tem as estrelas
A tocar-te
O pensamento.
Onde não chego.
Atenciosamente"
Sem comentários:
Enviar um comentário