Dizes imaginar-te dono das palavras enquanto as sonho. Receias que sejam tuas, as minhas, mas desejas delas ser dono, das palavras. Apenas das palavras.
E agora parece que morro por querer, por não poder dizer o que quero, por não ter como o dizer, por não poder querer. Mas desejo-o: permanece. Ficando lentamente, permanece onde as estrelas nunca guardaram ninguém. Procuro a doçura do que descrevo como se não existisse, e aos poucos perco nos passos as pegadas do que persiste, ou não persiste.
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