Busco o silêncio na calma, que a escuridão do peito já não dá corda ao coração. Achei-me perdida sem o teu preceito; sem quereres, dás asas ao meu preconceito e roubas-me a razão.
Busco o silêncio da procura que não sei mais fazer, e as palavras que gasto, que o sonho enche de desgosto, quero cegá-las de prazer.
porque não respondes se digo ter-te sonhado? Foram em vão esses suspiros que gastei ao tê-lo falado.
Não volto a dizê-lo. Não volto a expor o meu subconsciente, mesmo que sonhar-te seja aquilo que por momentos tenho de melhor na vida.
Se um dia te souberes amado como te amei nesse sonho, serás tu homem, cheio de vida, repleto de tudo. É apenas esse tudo que te desejo, que te amem tanto quanto eu te sonhei.
E estes desejos soltos, que só eu sei, não mais os exponho, espero, espero não o fazer, espero não o querer, e espero deixar de ceder à vontade que acordo depois do sonho. Tudo porque é quando sei o que mais quero. Tudo porque é quando mais quero.
sábado, 23 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Sentei-me na sombra do por-do-sol. Queria ver-te. Escondida entre as árvores puxei do meu bloco de notas, para te imaginar e, no entanto, lá estavas tu, com esse teu ar meio de criança a tentar ser adulto, sentado à beira da terceira árvore a contar daquela à qual me encosto. Tento imaginar como vês tu o por-do-sol. Ao mesmo tempo, tento desviar o olhar de ti, numa timidez exacerbada que não controla o medo de teres desaparecido na próxima vez que te olhe ou te procure. Rasgo deste caderno a folha onde te escrevi um poema, deixo-a ali, dobrada, presa na casca da tua árvore, antes de deixar a sombra do por-do-sol. Lê-o na próxima vez que te imaginar.
Atenciosamente.
Atenciosamente.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
E é quando menos desejo, o abraço,
Perdido entre braços, me associa.
E entre quais mãos que não se tocam, fazem traços,
No desenho que a tua mão me cria.
São sonhos, belo, são sonhos.
E a esses devo mais do que a desalma.
Porque um dia deixei ficar os meus olhos
Sem a tua calma.
São sonhos belos, são sonhos,
Que se sentem no abraço, em vão, ausente.
São palavras que se ouvem, são suspiros,
São calores que este meu corpo já não mente.
E é quando menos desejo, este abraço,
Que lentamente deixa de fugir,
São crentes os dedos que dele me fogem,
Por não crerem no que vai dele surgir.
São sonhos, crentes, são sonhos,
E a vontade que neles tenho de acampar.
São sonhos belos, pedaço de ser gente,
Que és de belo aquilo que mais posso amar
Sem a tua calma,
Pois um dia os meus olhos deixei ficar.
Perdido entre braços, me associa.
E entre quais mãos que não se tocam, fazem traços,
No desenho que a tua mão me cria.
São sonhos, belo, são sonhos.
E a esses devo mais do que a desalma.
Porque um dia deixei ficar os meus olhos
Sem a tua calma.
São sonhos belos, são sonhos,
Que se sentem no abraço, em vão, ausente.
São palavras que se ouvem, são suspiros,
São calores que este meu corpo já não mente.
E é quando menos desejo, este abraço,
Que lentamente deixa de fugir,
São crentes os dedos que dele me fogem,
Por não crerem no que vai dele surgir.
São sonhos, crentes, são sonhos,
E a vontade que neles tenho de acampar.
São sonhos belos, pedaço de ser gente,
Que és de belo aquilo que mais posso amar
Sem a tua calma,
Pois um dia os meus olhos deixei ficar.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
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