segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Não te pertences,
Nem ao tempo.
Inventei-te um poema
Onde a métrica é o teu beijo,
Não o soubeste ler.
Fizeste-me declará-lo nos teus lábios,
Crescente no desejo
De te ter.
Não te pertences,
Não pertences a ninguém.
Levas o desejo
De quem não sabe se se tem.
Ficas com o poema,
Porque nada mais sabes reter,
Nem a vontade que sei que tens,
De te rever.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Vem, foge comigo...
Diz-se onde não há memória
Que o esquecimento
Não é perigo para a glória.
Foge comigo,
Esquece-te de mim,
Sei que estarei lá,
No fim.