quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Larguei o papel com palavras e meios sentimentos, peguei no resto, e virei costas. A porta, fechei à chave sabendo que nunca a abririas, e depois de dois passos dados, cerca-me a vontade de ter lá deixado tudo junto com as palavras no papel. Talvez o peso não fosse tanto, talvez o sonho não fosse tanto. Devagar, e imaginando-me tropeçar na felicidade ali, já ao virar da esquina, caminho em direcção ao pôr do sol junto ao mar. Guardo apenas a esperança que o iodo me limpe os pulmões, e ajude a renascer o coração. O frio que fica já pouco me toca. Guardo também o silêncio de querer não saber nada, de ser criança em corpo de mulher... de querer, sem querer, ser inundada em menos que amor sem lhe saber dar nome.
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