quarta-feira, 13 de junho de 2012

E é quando menos desejo, o abraço,
Perdido entre braços, me associa.
E entre quais mãos que não se tocam, fazem traços,
No desenho que a tua mão me cria.
São sonhos, belo, são sonhos.
E a esses devo mais do que a desalma.
Porque um dia deixei ficar os meus olhos
Sem a tua calma.
São sonhos belos, são sonhos,
Que se sentem no abraço, em vão, ausente.
São palavras que se ouvem, são suspiros,
São calores que este meu corpo já não mente.
E é quando menos desejo, este abraço,
Que lentamente deixa de fugir,
São crentes os dedos que dele me fogem,
Por não crerem no que vai dele surgir.
São sonhos, crentes, são sonhos,
E a vontade que neles tenho de acampar.
São sonhos belos, pedaço de ser gente,
Que és de belo aquilo que mais posso amar
Sem a tua calma,
Pois um dia os meus olhos deixei ficar.

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