Distante de ti perto
A alma oculta
Os sinceros suspiros fulminantes.
Aonde fica o tempo:
Só na culpa
De ter vivido após
O que era de antes.
E aos poucos vãos suspiros
Que se gritam,
Em silêncios, desejos que conspiras,
Não sabes ser daqueles que vão e ficam,
Silenciosamente em mim respiras.
E foste assim deixado nos meus nós,
Desatado da pele que me levantas
Para largares então o que é de após,
Depois de teres esquecido o que foi de antes.
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