quinta-feira, 22 de maio de 2014

"Fazes-me confusão. Fazes-me confusão como uma comichãozinha na planta dos pés em dias de chuva. Oh que caraças! Fazes-me confusão que deixo de saber como se faz para dormir, ainda me consegues ensinar como se embala? Fazes-me a confusão de um bebé à nascença, que não sabe ver além de ouvir, que ouve tudo e reage sem falar, um bebé que ainda antes de nascer dá pontapés para dizer "Estou vivo. Cuida-me.". Pois é. Fazes-me a confusão que sei que não terei amanhã quando acordar. Mas isso só vai acontecer quando me cantares uma canção de embalar. Pode ser aquela bonita que conheces. Pois, de longe não te ouço, mas deixa lá, eu canto para mim mesma até a confusão passar."

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