quarta-feira, 9 de maio de 2012

Deixado escrito num bloco de notas esquecido numa mesa de café, algures em Londres.

"Deixo-me cair na monotonia do café, mas talvez de forma diferente observo-o a acender o cigarro com o último fósforo da caixa. Nesta curiosidade de procurar o que, dele, mais descrever, vou ficando satisfeita com o facto de o ter visto apenas pela primeira vez e, quem sabe, pela última.
Confia as suas esperanças ao cigarro que agora vai a meio e, suspirando pequenos gozos, consegue convencer-me de que nada mais quer.
Seduz-me esse 'não o conhecer' e desenho-o em imagens que, decerto, não ficarão para sempre. Tomara a ele saber-se inspiração.
O sorrir para nada deixa-me assim envolta nesta alegria que pouco me traz, mas muito deixa ficar, e este mundo que me toca não é diferente dos que crio, dos que invento, dos que efectivamente sei."

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